A vitamina D no inverno sofre uma queda significativa, especialmente no sul do Brasil, onde os dias ficam mais curtos, o sol aparece menos e as pessoas saem menos de casa. Isso tem um impacto direto nos níveis de vitamina D — e o problema é que a deficiência costuma ser silenciosa, com sintomas que passam despercebidos por meses. Entender por que isso acontece e o que fazer a respeito pode fazer toda a diferença para sua saúde.
Por que a vitamina D cai no inverno
A principal fonte de vitamina D para o organismo não é a alimentação — é a exposição solar. Quando os raios UVB atingem a pele, desencadeiam a produção de vitamina D no próprio corpo. No inverno, a intensidade solar é menor, os dias são mais curtos, e as pessoas tendem a usar mais roupas e ficar mais em ambientes fechados. Tudo isso reduz a síntese de vitamina D, e os estoques que foram acumulados no verão vão se esgotando ao longo da estação fria.
Quais são os sintomas da deficiência de vitamina D
A carência de vitamina D pode se manifestar de formas variadas: cansaço excessivo e sensação de fraqueza, dores musculares e nos ossos, queda de imunidade com infecções frequentes, alterações de humor e maior propensão à tristeza, dificuldade de concentração e até queda de cabelo. O problema é que esses sintomas são facilmente atribuídos ao frio, ao ritmo do inverno ou ao estresse — o que atrasa o diagnóstico.
Como saber se teus níveis estão adequados
O único jeito de saber com certeza é fazendo o exame de dosagem de vitamina D no sangue (25-hidroxivitamina D). O resultado abaixo de 20 ng/mL indica deficiência, entre 20 e 29 ng/mL é insuficiência, e acima de 30 ng/mL é considerado adequado — embora muitos especialistas recomendem manter acima de 40 ng/mL para uma proteção mais robusta. O exame é simples, feito a partir de uma coleta de sangue.
O que fazer para manter a vitamina D no inverno
Se o exame mostrar deficiência, o médico pode indicar suplementação — a dose varia conforme o resultado e o perfil de cada pessoa, por isso não deve ser feita por conta própria. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a suplementação deve ser individualizada e monitorada com exames periódicos. Além da suplementação, ajuda manter a exposição solar nos horários disponíveis (mesmo no inverno, um tempo ao sol ao meio-dia contribui), incluir alimentos fontes de vitamina D como peixes gordurosos, ovos e laticínios, e reavaliar os níveis após o tratamento.
Quem tem mais risco de deficiência de vitamina D no inverno
Algumas pessoas têm mais risco de desenvolver deficiência de vitamina D no inverno do que outras. Idosos produzem menos vitamina D mesmo com exposição solar equivalente. Pessoas com pele mais escura precisam de mais tempo ao sol para sintetizar a mesma quantidade. Quem trabalha em ambientes fechados ou tem pouca mobilidade também está em desvantagem. Gestantes, crianças pequenas e pacientes com doenças que afetam a absorção intestinal (como doença celíaca ou de Crohn) merecem atenção especial nessa estação.
Com que frequência monitorar a vitamina D no inverno
Para quem já teve deficiência ou pertence a algum grupo de risco, o ideal é dosar a vitamina D no inverno — geralmente entre junho e agosto — para verificar se os níveis se mantêm dentro da faixa adequada. Em pessoas sem fatores de risco, uma dosagem anual costuma ser suficiente. O exame é acessível, rápido e pode ser feito sem jejum. No Laboratório Grace Bettin, em Canguçu, você realiza a dosagem de vitamina D com agilidade e recebe o resultado em até 24 horas para conversar com seu médico sobre a necessidade de suplementação.
Quer saber mais sobre como interpretar exames? Leia nosso artigo sobre vitamina D: por que dosar, como interpretar e quando suplementar e tire todas as tuas dúvidas.